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terça-feira, 29 de abril de 2014

ESTUDO BÍBLICO

A OBRA DE SALVAÇÃO PARA O PECADOR ESTÁ CONSUMADA PELA CRUZ DE CRISTO
Texto Bíblico: João 19:17- 30
A CRUCIFICAÇÃO DE JESUS
17 Tomaram eles, pois, a Jesus; e ele próprio, carregando a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, Gólgota em hebraico,
18 – onde o crucificaram e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio.
19 – Pilatos escreveu também um título e o colocou no cimo da cruz; o que estava escrito era: JESUS NAZARENO (literalmente: Nazoreno), O REI DOS JUDEUS.
20  Muitos judeus leram este título, porque o lugar em que Jesus fora crucificado era perto da cidade; e estava escrito em hebraico, latim e grego.
21  Os principais sacerdotes diziam a Pilatos: Não escrevas: Rei dos judeus, e sim que ele disse: Sou o rei dos judeus.
22  Respondeu Pilatos: O que escrevi escrevi.
23   Os soldados, pois, quando crucificaram Jesus, tomaram-lhe as vestes e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte; e pegaram também a túnica. A túnica, porém, era sem costura, toda tecida de alto a baixo.
24 Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela para ver a quem caberá – para se cumprir a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica lançaram sortes. Assim, pois, o fizeram os soldados.
25 E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena.
26 Vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe.
27 Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa.
28 Depois, vendo Jesus que tudo já estava consumado, para se cumprir a Escritura, disse: Tenho sede!
29 Estava ali um vaso cheio de vinagre. Embeberam de vinagre uma esponja e, fixando-a num caniço de hissopo, lha chegaram à boca.
30 Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito.
INTRODUÇÃO
João escreveu seu Evangelho, ao redor do ano 100 D.C. Ele já estava velhinho, mas falou do que viu e ouviu face a face. (I João 1:1-3)
João é testemunha auricular e ocular de tudo o que escreve em seu Evangelho.
Jesus, tendo anunciado aos seus discípulos várias vezes, que morreria crucificado e sofrendo pelos pecadores, enfim tudo aconteceu!
No Monte Calvário, Jesus sofrendo todas as zombarias e dores, morreu numa cruz, para salvar o pecador.
Não havia morte mais terrível que a morte por crucificação. Até os próprios romanos a contemplavam com um sentimento de horror.
Cícero declarou que era "a morte mais cruel e horrível".
Tácito disse que era uma morte "indescritível".
Originalmente, a crucificação era um método empregado pelos persas, que, consideravam a terra sagrada e não queriam poluí-la com o corpo de um criminoso ou alguém que tenha vivido contra os seus princípios. Desta  maneira  o cravavam  numa cruz e o deixavam morrer ali, os abutres e os corvos faziam o resto.
Os cartagineses copiaram a crucificação dos persas e, também,  os romanos.
Cartagineses vem de Cartago. Originariamente uma colônia fenícia no norte da África, situada a leste do lago de Túnis, perto do centro de Túnis, na Tunísia. Foi uma potência na Antiguidade, disputando com Roma o controle do mar Mediterrâneo,e em três guerras disputadas contra Roma, eles foram vencidos e Roma assumiu todo o controle, até subjugando-os como província romana.
Os romanos vieram empregar esse método, somente nas províncias e quando se tratava de escravos.
Era impensável que um cidadão romano padecesse semelhante morte.
Foi submetendo-se à essa morte tão cruel que, Jesus Cristo consumou a Sua obra de salvação.
1. JESUS CONSUMOU A OBRA DE SALVAÇÃO ENTREGANDO-SE À MORTE DE CRUZ. (17)
A crucificação visava levar a vítima a desonra e humilhação públicas e morte por meio de uma vagarosa tortura física.
Este castigo era tão repulsivo, que Roma reservava esse tipo de tortura somente para escravos e estrangeiros.
Na Palestina era usado somente como castigo para ladrões e subversivos.
O réu ía despido de suas roupas para o local de crucificação, para aumentar ainda mais o estado de vergonha.
Diz Cícero: "É um crime atar um cidadão romano; é um crime mais grave ainda que o açoitem; é quase um parricídio que o matem; o que direi da morte na cruz? Uma ação tão nefasta como essa não se pode descrever com palavras porque não existem as palavras para fazê-lo."
Foi essa morte, a mais temida no mundo antigo, a que se aplicava a escravos e criminosos, a morte que padeceu Jesus.
A rotina da crucificação sempre era igual. Uma vez que se ouviu o caso e se condenou o criminoso, o juiz pronunciava a sentença fatal: "Ibis ad crucem", "Irá à cruz."
 A sentença se cumpria nesse mesmo momento.
O criminoso era posto no meio de um quaternion, uma companhia de quatro soldados romanos. A cruz era posta sobre seus próprios ombros.
Os açoites sempre precediam à crucificação e quão terrível era esse castigo. Com freqüência era preciso atar e empurrar o criminoso com o passar do caminho para mantê-lo em pé pois tropeçava todo o tempo.
Na frente dele caminhava um oficial com um cartaz no qual estava escrito o crime pelo qual ia morrer.
Era levado pela maior quantidade de ruas possível no caminho rumo à cruz.
 Havia duas razões para isso:
-A  razão mais cruel:
O objetivo era que o maior número de pessoas  o visse, e tomassem como exemplo e não praticassem o mesmo.
-A outra razão fingia ser piedosa.
“Levava-se o cartaz diante do condenado e se escolhia o caminho longo porque se qualquer pessoa quisesse testemunhar a seu favor podia fazê-lo. Nesse caso, detinha-se a procissão e se voltava a julgar o caso!”
A lei romana estabelecia que o criminoso devia ser pendurado na cruz e ficar ali, até morrer de fome, de sede e de exposição aos elementos; esta tortura acostumava durar vários dias.
Na Lei judia era preciso tirar os corpos e enterrá-los ao anoitecer.
 Na lei romana os corpos não se enterravam, simplesmente eram atirados para que as aves de rapina e os cães de rua se encarregassem deles.
Mas isso seria ilegal aos olhos da Lei judia e nenhum lugar judaico podia estar semeado de caveiras.
Jesus morreu na cruz julgado, condenado e sofrendo o que dizia as Leis romanas e judaicas e gregas.
2. JESUS CONSUMOU A OBRA DE SALVAÇÃO, SENDO SENHOR DA SITUAÇÃO. (17)
João, ao afirmar que Jesus carregou a Sua própria cruz, enfatiza que, Ele caminhou com os carrascos,  não  sentindo-se vítima, e sim Senhor da situação toda.
De antemão Ele sabia e disse aos discípulos, sobre tudo o que com ele aconteceria.
Depois de controlar sua paixão desde o princípio, agora voluntariamente Ele entregou o seu espírito, e morreu, e retornou ao Céu, como havia dito nesse Evangelho: “Saí do Pai, e vim ao mundo; outra vez deixo o mundo, e vou para o Pai!” (16:28
“Está consumado!” se expressa com uma só palavra em grego, tetelestai, e Jesus morreu com uma exclamação de triunfo em seus lábios.
Não disse “Está consumado!” em tom de derrota, disse-o como alguém que grita de alegria porque obteve a vitória. Jesus parecia estar destroçado em uma cruz, mas sabia que a vitória era sua.
3. JESUS CONSUMOU SUA OBRA DE SALVAÇÃO, SENDO JULGADO POR TODOS OS POVOS. (20)
Latim – era a Língua do poder militar romano!
Hebráico ou Aramáico – era a Língua comum dos judeus da Palestina.
Grego – era a Língua de comunicação cultural entre as províncias orientais do Império Romano e era a Língua Oficial do Mundo da época.
Nos propósitos de Deus, cada nação tem algo que ensinar ao mundo e estas três nações representavam três grandes contribuições ao mundo e à seu historia.
-Os gregos ensinaram ao mundo a beleza da forma e do pensamento.
-Os romanos  ensinaram a lei e o bom governo.
-O povo hebreu ensinou ao mundo a religião e o culto ao Deus verdadeiro.
A consumação destas três coisas se encarna em Jesus.
Nele estava a beleza e o pensamento supremo de Deus.
Nele estava a lei e o Reino de Deus.
Nele estava a imagem de Deus.
Todas as buscas do mundo encontravam sua consumação nele.
É profundo demais que, as três grandes línguas do mundo daquela época o chamassem Rei.
4. A MORTE DE CRISTO PARA SALVAR O PECADOR, É CUMPRIMENTO DAS ESCRITURAS. (24,28)
João admira-se com a riqueza de fatos relacionados com as profecias registradas na Bíblia e ao que Jesus sempre disse sobre seu sofrimento e crucificação.
-O lnçamento de sortes sobre a túnica de Jesus, a qual era sem costura. Em grego Chitôn. (Salmo 22:18
-Jesus tinha consciência que estavam cumprindo-se outras profecias.
“Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre!”  Salmo 69:21 
“.... o ajuntamento de malfeitores me cercou, traspassaram-me as mãos e os pés!” Salmo 22:15-16
Porém, o principal cumprimento foi da profecia de Isaías que diz: “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca. Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão. Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si!”  Isaías 53:4-5,9-11
Era Páscoa e o principal elemento da Páscoa era o sangue do Cordeiro Pascal, e aqui está o maior cumprimento das Escrituras na vida e morte de Jesus Cristo: Lembremos que “os israelitas deviam matar o cordeiro pascal e manchar as portas de suas casas com o sangue desse cordeiro de maneira que o anjo vingador da morte ao passar, livrasse  seus lares.
As instruções eram: “Tomai um molho de hissopo, molhai-o no sangue que estiver na bacia e marcai a verga da porta e suas ombreiras com o sangue que estiver na bacia.” (Êxodo 12:22).
Foi o sangue do cordeiro pascal que salvou o povo de Deus; era o sangue de Jesus que salvaria o mundo do pecado.
A  menção do hissopo já levaria qualquer judeu a pensar no sangue salvador do cordeiro pascal.
No início do ministério de Jesus na terra João disse que, Jesus era o grande Cordeiro pascal de Deus cuja morte salvaria o mundo inteiro do pecado. (João 1:29)
5. A MORTE DE CRISTO SALVA OS QUE NELE CREEM, MAS CONDENA OS INCRÉDULOS, QUE O REJEITAM.
Rejeitando a tudo o que Jesus afirmava, os judeus não aceitaram quando Ele predisse sobre a queda de Jerusalém e a destruição do Templo.
Lucas registra que, na via dolorosa, enquanto mulheres choravam, Jesus disse: “Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai antes por vós mesmas e por vossos filhos! Porque dias virão em que se dirá: Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram!” (Lucas 23:27-30)
E isso cumpriu-se literalmente 40 anos depois, no ano 70 d.C. Jerusalém ficou cercada  por diversos meses, foi destruída e seu povo chacinado pelo exército romano do Genral Tito.
Assim, cumpriu-se, também, a maldição que o povo que pediu a crucificação de Jesus imprecara contra eles mesmos: “Seja o seu sangue sobre nós e sobre os nossos filhos!” (Mat. 27:25)
Durante a destruição de Jerusalém houve fome horrível, o terror da espada vingadora do exército romano, de tal maneira que o que era mais honroso para uma mulher judia, passou a ser uma infelicidade total, como Jesus afirmara.
Não é bom que o homem deixe de crer em Jesus e  rejeite as suas obras ou os seus ensinos.
CONCLUSÃO     
Algumas verdades ditas em toda a Bíblia se cumprem aqui nesta consumação da obra de Cristo:
•          Os nossos pecados foram cravados com Cristo na cruz em nosso lugar.
•          Cristo crucificou os nossos pecados lá na rude cruz.
•          O mistério de nossa  salvação nos é revelado exatamente em Cristo, e este crucificado!
•          Jesus pagou alí na cruz toda a dívida dos pecadores.
Há muitos muitos séculos antes de tudo isso acontecer, profetizando sobre esses fatos, o profeta Jeremias interrogou: “Não vos comove isto, a todos vós que passais pelo caminho?” (Lamentações 1:12).
A grande tragédia da crucificação de Cristo não é a hostilidade do mundo para com Cristo, mas a indiferença que trata o amor de Deus como se não fosse algo importante.
O pior é que quase 2000 anos se passaram, e isso tem acontecido até os nossos dias.
APELO
Devemos fazer como aquelas   mulheres que ficaram ao pé da cruz.
-Maria a esposa de Clopas, não sabemos nada, mas sem medo estava alí.
-Maria, a mãe de Jesus.
Possivelmente Maria não podia entender o que estava acontecendo ali, mas podia amar. Sua presença ali era a coisa mais natural do mundo para uma mãe. Aos olhos da lei Jesus podia ser um criminoso condenado, mas para Maria Ele era seu filho.
-Salomé, a irmã da mãe de Jesus.
O Evangelho de João não a identifica, mas as passagens paralelas sim. (Mar. 15:40; Mat. 27:56)
Não fica nenhuma dúvida de que se trata do Salomé, a mãe dos filhos de Zebedeu quer dizer, a mãe de Tiago e João, portanto, tia de Jesus Cristo.
-Maria Madalena.
Tudo o que sabemos dela é que Jesus expulsou dela sete demônios. (Marcos 16:9; Lucas 8:2).
De uma mulher terrivelmente possessa de demônios Jesus a fez uma discípula e exemplar seguidora.
Maria Madalena não  podia esquecer o que Jesus fez por ela. O amor de Jesus Cristo a salvou, e o amor que ela sentia  por  Ele,  jamais morreria! 
O lema de Maria, escrito em seu coração era: "Não esquecerei o que Ele fez por mim."
E você, já tomou a sua decisão de crer e receber Jesus Cristo em sua vida e fazer um compromisso eterno com Ele?
Se ainda não fez esta decisão, faça agora, enquanto as portas da graça estão abertas. Amanhã poderá ser muito tarde!
Pr. José das Graças Silva Oliveira


quarta-feira, 16 de abril de 2014

ESTUDO BÍBLICO: SALMO 77

nas horas de infelicidade
Deus rico em poder e misericórdia
Ao regente do coro, ao estilo de Jedutum.
Um salmo e cântico da família de Asafe.
77 Elevo a Deus minha voz, e clamo; elevo a Deus minha voz, para que me ouça.
2 No dia da minha angústia, procuro o Senhor; de noite, não me canso de erguer a mão. Minha alma recusa ser consolada.
3 Lembro-me de Deus e gemo; medito, e meu espírito desfalece.
4 Manténs abertas minhas pálpebras; tão perturbado estou, que nem posso falar.
5 Relembro os dias passados, os anos de outrora.
6 De noite, recordo minha cantiga; medito- a no meu coração. O espírito indaga:
7 “Acaso o Senhor nos rejeitará para sempre, e já não voltará a ser-nos favorável?
8 Acaso de todo se esgotou sua fidelidade, terminou sua promessa para as gerações?
9 Acaso Deus se esqueceu de ter compaixão, ou a cólera lhe enrijeceu as entranhas?”
10 Então pensei: “Apelarei para o que há muito realizou a mão direita do Altíssimo”.3
11 Recordo-me dos feitos do SENHOR, lembrado estou dos teus milagres de outrora;
12 penso em todas as tuas obras, e medito em teus prodígios.
13 Teu Caminho, ó Deus, é Santo: grande como Deus, outro deus não existe!
14 Tu és o Deus que fazes milagres, mostraste teu poder entre os povos.
15 Com teu braço resgataste teu povo, os filhos de Jacó e de José.4
16 As águas te avistaram, ó Deus, as águas te tremeram e contemplaram; até as profundezas estremeceram.
17 As nuvens desfizeram-se em água, houve trovões nos céus; também tuas flechas coruscavam em todas as direções.
18 Ao reboar do teu trovão na tempestade, os raios iluminando o mundo; estremeceu a terra e abalou-se.
19 A tua vereda atravessou o mar, e o teu Caminho, pelas águas poderosas.
20 Guiaste o teu povo como a um rebanho pela mão de Moisés e de Arão.
INTRODUÇÃO
Este é um texto para quem está muito doente,  atribulado, desassossegado, com insônia, e durante a noite apela pelo socorro de Deus.
Este é um salmo para muitos irmãos em Cristo que sofrem de insônia e muitas vezes passam esse tempo lamentando, drogando-se com medicamentos, etc. Porque não usar esse tempo para falar com Deus em oração nas caladas da noite?
Em nossa igreja temos a irmã Joana das Virgens, terceira idade e portadora de AVC. Tendo muita insônia ela diz: "Na madrugada eu fico acordada por horas e então eu oro por mim, pelos meus filhos, irmãos carnais,  irmãos em Cristo,  conhecidos. Oro pelas Igrejas Batistas, pelos missionários batistas, pelos crentes batistas e por todos os pastores batistas.  Cito os nomes de todos em minhas orações!" Nós identificamos a irmã Joana como a "mãe de oração" da nossa igreja. Que bom seria se todos nós fizéssemos assim!
O salmista contempla a graça de Deus repleta de ricas promessas, de benignidade e misericórdias.
Ele olha para trás e vê um Deus Onipotente, atuando de forma poderosa, comandando a todas as forças da natureza, e usando-as para dar vitórias ao Seu povo. (16-19)
Servem de consolo e esperança, as recordações das antigas manifestações da misericórdia de Deus que abraçou a alma angustiada e infeliz.
Este é mais um salmo de Asafe, um poema de raro valor, demonstrando como o crente deve proceder em seus conflitos interiores, que lhe causam infelicidade:
1.  NA HORA DE INFELICIDADE A SOLUÇÃO ESTÁ NA ORAÇÃO
“...Mãos erguidas a Deus de noite bem como de dia...” (2), é uma forma de Asafe enfatizar que o crente precisa orar, e que a sua oração precisa ser perseverante.
O próprio Jesus disse que em alguns casos, temos que perseverar em oração: “E CONTOU-LHES também uma parábola sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer!” Lucas 18:1
Este salmo nos apresenta alguns aspectos da oração:
        I.            Orar é buscar ao Senhor. (2)
      II.            Orar é lembrar-se  de Deus com todos os Seus atributos: (3)
·         Deus é Fiel! (8)
·         Deus é Altíssimo, Supremo! (10,13)
·         Deus é Poderoso! (14)
·         Deus é Santo! (12)
    III.            Orar é demonstrar  fé nas promessas do Senhor. (8)
Fé é  decisão pessoal e irrevogável, de crer na intervenção do Senhor na raiz das nossas crises, a fim de nos salvar de forma plena e eterna.
A oração deveria ser uma ocupação para os que não conseguem dormir.
Alguns fatores da oração (10-12):
·         Lembrar das bênçãos operadas por Deus no passado.
·         Meditar no poder de Deus sempre ao dispor de quem O busca.
A lembrança e meditação de um passado vitorioso comandado por Deus, traz consolação ao coração na hora da infelicidade.
2. NA HORA DE INFELICIDADE A SOLUÇÃO ESTÁ NA GRAÇA DO SENHOR.
A graça divina sempre será:
·         Propicia. (7-8)
·         Benigna. (9)
·         Misericordiosa. (9)
São quatro as regras para se obter consolo da aflição através da graça divina. (5-6)
I.                    Considerar a bondade de Deus ao seu povo na Antigüidade.
II.                Lembrar da própria experiência pessoal em situações do passado, e como Deus trouxe vitórias.
III.                Fazer uma autocrítica.
Muitas pessoas perdem o seu tempo, julgando e criticando um irmão ou ao próximo de um modo geral.
Paulo disse que, precisamos julgar a nós mesmos: “Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados!” Em outras palavras, o apostolo disse que precisamos fazer uma autocrítica.  I Cor. 11:31
Muitas infelicidades do homem são provocadas por ele mesmo, através de uma vida desregrada e de falta de compromisso com Deus, e quando se faz essa autocrítica certamente se descobrirá a origem da infelicidade.
Deus abençoa ao  fiel, mas também o pune para corrigi-lo:
“PORTANTO nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta!Hebr. 12:1
“E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do SENHOR, E não desmaies quando por ele fores repreendido; Porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho!” Hebr. 12:5-6
Se você viver uma vida coerente com a vontade e propósitos de Deus, a Sua palavra o elogiará, caso contrário ela o condenará e corrigirá.
IV.                Estudar diligentemente a Palavra de Deus.
A Bíblia é a Palavra de Deus! Através dela conheceremos quem é Deus, a Sua vontade e os Seus propósitos,  e como ele nos orienta a viver, para termos uma vida feliz. 
Se você não se preocupa com a Palavra de Deus, como saberá a Sua vontade, e como andará nos Seus caminhos?
A falta de leitura e estudo da Bíblia, de participação nos cultos onde se estuda a Palavra de Deus, é a causa de muita infelicidade na vida de muitos crentes.
3. NA HORA DE INFELICIDADE É DEUS QUEM CONDUZ O SEU POVO.
O salmista medita nos poderosos e inquestionáveis atos salvíficos de Deus na História do Seu povo.
·         Realizando maravilhosos feitos. (11)
·         Em Sua grandeza operando maravilhas. (13-14)
Esse meditar é um meio de consolo, pois,  quando o crente em aflição se lembra das promessas de Deus cumpridas em sua vida, elas o inspiram com vida nova; mas quando são esquecidas, seu espírito afunda.  Spurgeon
É um passado de direção, bênçãos e vitórias oriundas de Deus que nos traz experiências com Deus.
Paulo disse que "...a experiência produz esperança" (Rm 5.4, ARA).
O salmista diz que,  a memória é o armazém da experiência.
O salmista, em tom poético vê a natureza (16-18):
·         Homenageando ao Deus da graça.
·         Servindo aos propósitos de Deus para abençoar o Seu povo.
É a mesma mensagem de Paulo, quando diz: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito!” Rom. 8:28
Na hora da infelicidade não há o que temer, porque Deus é o Pastor que conduz com misericórdia as suas ovelhas.
4. NA HORA DE INFELICIDADE, A CAUSA PODE ESTAR NA FALTA DE SANTIFICAÇÃO. (13)
A santificação é necessária para poder andar com Deus e sentir a Sua presença. (13)
O escritor sagrado dizia há quase dois mil anos atrás: “Segui a paz e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor!” Hebreus 12:14
Aproximadamente entre  os  séculos sétimo e oitavo antes de Cristo o profeta  afirmava: “EIS que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça!” Isaías 59:1-2
No NT um homem adulto, que nasceu cego e fora curado por Cristo disse: “Sabemos que Deus não atende a pecadores; mas, pelo contrário, se alguém teme a Deus e pratica a sua vontade, a este ouve!” João 9:31
Em nossas necessidades e infelicidades, nunca a falta está em Deus. Sempre está no homem! Em sua falta de compromisso com Deus!
CONCLUSÃO
O crente não pode descansar em seu leito, enquanto sua alma não descansar em Deus.
Este salmo é uma confissão aplicável a muitos outros possíveis fatos na vida, tais como medo de uma doença perigosa, medo da morte, e demais medos.
O salmista diz que, o caminho de Deus está no mar e na tempestade; em coisas imutáveis, ingovernáveis, vastas, insondáveis, terríveis, e sobrepujantes.
 O Senhor tem o poder soberano para usar todas estas forças para abençoar o Seu povo.
Deus é o Pastor que guia o Seu povo como um rebanho.
Podemos aplicar o verso vinte à Igreja de Jesus Cristo:
Esta é a História da igreja.
A igreja é um rebanho, cujo Pastor é Jesus Cristo.
Jesus Cristo é visto conduzindo-o para a frente.
Jesus Cristo  tem os seus instrumentos para  usar, abençoar e dar vitórias.


Pr. José das Graças silva Oliveira

quinta-feira, 10 de abril de 2014

REFLEXÃO

Como o Inferno Glorifica a Deus?

James M. Hamilton Jr.03 de Abril de 2014 - Deus
Para entendermos a maneira como o inferno glorifica a Deus, precisamos ver o inferno à luz da grande história da Bíblia, do seu ponto de vista e da sua caracterização de Deus e do homem.
A Grande História da Bíblia
A história da Bíblia, como todas as histórias, tem um começo, um meio e um fim.
O começo
Deus cria um lugar perfeito e coloca nele um homem e uma mulher inocentes. Deus estabelece os termos e afirma, com clareza, a consequência de transgredirem seus termos. Um inimigo mente para a mulher inocente. Ela acredita na mentira, quebra os termos de Deus, e o homem a acompanha no pecado. Deus amaldiçoa o inimigo e dá início às consequências da transgressão, amaldiçoando também a terra. Na maldição lançada sobre o inimigo, Deus afirma que o descendente da mulher ferirá a cabeça do inimigo, enquanto o inimigo ferirá o calcanhar do descendente. O homem e a mulher são banidos do lugar perfeito.
Meio
A humanidade foi dividida em dois grupos: a descendência da mulher e a descendência da serpente, os justos e os ímpios. Os descendentes da mulher são inicialmente um subconjunto da nação de Israel, uma linhagem de descendentes que Deus escolheu abençoar. Eles experimentam um refazer do começo da história. Deus os coloca em uma terra prometida e estabelece os termos. Eles quebram os termos e são banidos dessa terra, mas Deus continua a prometer que o inimigo será derrotado, ainda que isso tenha que acontecer por meio de um doloroso derramamento de sangue do descendente da mulher.
Então, Jesus vem como o descendente prometido da mulher. Ele esmaga a cabeça do inimigo, e o inimigo fere o seu calcanhar – Jesus morre na cruz. Por ser ele inocente e haver resistido a todas as tentações, a morte não pode retê-lo. Jesus vence triunfantemente a morte, satisfazendo a justiça de Deus contra o pecado e abrindo o caminho de salvação para todos os que crerão nele.
Fim
A criação será como uma mulher que sofre dores em trabalho de parto: os ímpios atacarão perversamente os justos, que confiam em Deus e dão testemunho da verdade de Deus, até serem mortos. Isto continuará até que Jesus venha de novo. Quando Jesus vier de novo, julgará os ímpios e os enviará à punição eterna. Ele levará aqueles que creram na Palavra de Deus e no testemunho de Jesus para um novo lugar perfeito.
A Bíblia nos Dá o Ponto de Vista de Deus...
Esta história não é simplesmente uma história; ela apresenta o ponto de vista de Deus sobre o mundo. Pense comigo no ponto de vista da Bíblia, a perspectiva dos autores bíblicos.
O ponto de vista deles é que Deus estabelece os termos e que Deus sempre está certo. Aqueles que rejeitam os termos de Deus estão errados e enfrentam as consequências que Deus afirmou quando estabeleceu os termos. Além disso, a Bíblia não somente representa o ponto de vista dos autores bíblicos, mas também reivindica falar por Deus. Ou seja, a Bíblia reivindica apresentar o ponto de vista de Deus sobre o assunto.
...Sobre Deus, o Homem e o Nosso Estado Diante de Deus
Como são apresentados os personagens na Bíblia? Eles são apresentados principalmente por suas palavras e ações, mas a Bíblia também avalia seus personagens. Pensemos brevemente como a Bíblia caracteriza Deus, os homens e Jesus.
A Bíblia ensina que Deus sempre faz e diz o que é correto. Ele sempre cumpre a sua Palavra. Nada pode frustrar o seu propósito. Deus é livre e bom. A Bíblia sempre justifica a Deus. Ou seja, a Bíblia sempre mostra que Deus é justo. Paradoxalmente, a Bíblia também mostra que Deus é misericordioso.
Por outro lado, todos os homens fazem e dizem o que é errado, o que revela falta de confiança em Deus. Por palavras e atos, os humanos transgridem os mandamentos de Deus. Os homens corromperam a boa criação de Deus, perverteram seus ótimos dons e, de toda maneira, têm atacado a Deus, que lhes dá vida e todas as coisas boas. Por isso, todos os humanos merecem condenação.
Como afirmamos antes, há dois grupos de humanos. Um grupo é caracterizado por confiar em Deus, concordar com seus termos, confessar que têm quebrado os termos, abandonar suas transgressões e procurar crer nas promessas de Deus, de modo que possam viver de acordo com os seus termos. O outro grupo rejeita Deus e seus termos, se recusa a admitir sua culpa, se recusa a abandonar o mal e se une ao inimigo.
Jesus mostrou por suas palavras e atos que era plenamente humano e plenamente Deus. Jesus nunca transgrediu os mandamentos de Deus. Ele resolveu o grave problema. Jesus se deu em favor de outros. Qualquer que se opõe a ele ou o rejeita está se opondo à bondade e ao amor e rejeitando-os. Qualquer que se opõe a ele e o rejeita merece condenação. Aqueles que o recebem e se unem a ele, fazem isso nos termos dele, que são os termos de Deus e envolvem confissão de pecado, arrependimento e confiança em Jesus.
Então, Como o Inferno Glorifica a Deus?
Como tudo isto nos ajuda a entender como o inferno glorifica a Deus?
Este mundo é a história de Deus. Ele falou e o trouxe à existência, e o mundo continua a existir porque Deus continua falando. O universo é sustentado pela palavra do poder de Deus. É a sua história. Ele é o Autor cujo ponto de vista é comunicado na Bíblia e cujas caracterizações definem os participantes no drama.
O inferno é um ato de Deus em cumprir sua Palavra. O fato de que Deus manda os ímpios para o inferno mostra que ele é fiel e justo. Se Deus não aplicasse os termos que ele mesmo estabeleceu, não cumpriria sua Palavra e seria infiel. Se Deus não enviasse os ímpios para o inferno, ele não manteria seu próprio padrão de justiça e não seria justo. Se Deus não punisse os rebeldes no inferno, os justos não seriam vindicados. De fato, se não houvesse realmente inferno, poderíamos concluir que os justos estavam errados por terem confiado em Deus.
No entanto, o inferno existe e os justos são sábios por confiar em Deus. O inferno mostra a glória da justiça de Deus. O inferno vindica aqueles que obedecem aos termos de Deus, ainda que sofram terrivelmente por fazerem isso. O inferno vindica os justos que foram perseguidos pelos ímpios. O inferno glorifica a Deus.
Você não concorda com isso? Pode muito bem se unir a Shere Khan em opor-se a Rudyard Kipling. Ou, de novo, poder ter tanta chance de mudar o enredo, o ponto de vista ou a definição dos personagens, quanto Sauron teve de mudar a mente de Tokien. Isso não acontecerá. Você é uma criatura na obra de arte do Criador. Aceite o fato. Ele é o Criador, não você. Quanto deveríamos levar a sério aqueles que se opõem ao inferno ou tentam reescrever a história para que o inferno não seja parte dela? Com tanta seriedade quanto tomamos Hamlet criticando a obra de Shakespeare. Hamlet não teve existência independente. Ele só poderia criticar Shakespeare se o autor decidisse escrever essa cena.
Deus criou um universo em que a sua misericórdia tem significado precisamente porque não anula a sua justiça. Para ser justo e demonstrar misericórdia, Deus tem que cumprir sua promessa de punir a transgressão. Na apresentação bíblica da verdadeira história do mundo, Deus mantém a justiça na cruz e no inferno. Jesus morreu na cruz para estabelecer a justiça de Deus e garantir que os que se arrependem do pecado e creem em Cristo recebam misericórdia que é também justa. Deus pune os ímpios no inferno para manter a justiça contra todos os que se recusam a arrepender-se do pecado e dar graças a ele.
Em resumo, o inferno glorifica a Deus porque:
· Mostra que Deus cumpre sua palavra;
· Mostra a infinita dignidade de Deus, a qual dura para sempre;
· Demonstra o poder de Deus em subjugar todos os que se rebelam contra ele;
· Mostra quão indizivelmente misericordioso ele é para com aqueles que confiam nele;
· Confirma a realidade do amor por trazer justiça contra aqueles que rejeitam a Deus, que é amor;
· Vindica todos os que sofreram por ouvir ou proclamar a verdade da Palavra de Deus;
· E mostra a enormidade do que Jesus realizou quando morreu para salvar, do inferno que mereciam, todos os que creriam nele. Se não houvesse o inferno, não haveria a necessidade da cruz.
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Fonte: http://www.ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/664/Como_o_Inferno_Glorifica_a_Deus
James M. Hamilton Jr.
James M. Hamilton Jr. é professor associado de Teologia Bíblica no Southern Baptist Theological Seminary, em Louisville (Kentucky). É...
Publicado por Pr. José das Graças Silva Oliveira

quinta-feira, 3 de abril de 2014

ESTUDO BÍBLICO

A SALVAÇÃO DO  POVO DE DEUS
Texto Bíblico: Salmo 76














Canto de vitória
Ao mestre de música. Com instrumentos de cordas.
Um salmo e cântico da família de Asafe.
76 Deus é conhecido em Judá, seu Nome é grande em Israel.
2 Sua tenda está em Salém; em Sião, sua morada.
3 Ali quebrou as flechas do arco, o escudo, a espada e o aparato bélico.
4 Tu és deslumbrante, mais magnífico do que montanhas de despojos.
5 Foram espoliados os de coração indomável, tomados pelo sono, e nenhum dos valentes pôde valer-se das próprias mãos.
6 Ante tua ameaça, ó Deus de Jacó, carros e cavalos ficaram imobilizados.
7 Tu infundes temor: quem pode manter-se diante de ti durante a tua ira?
8 Do céu enunciaste a sentença: a terra fica paralisada de medo,
9 quando tu, ó Deus, te levantas para julgar, para salvar todos os humildes da terra.
10 Até a ira dos homens redundará em teu louvor, e com os resquícios de furor tu te cinges.
11 Fazei votos ao SENHOR, vosso Deus, e cumpri-os! Tragam-lhe presentes todas as nações, e depositai-os em torno dele, que inspira temor!
12 Ele deixa sem alento os príncipes, aos reis da terra faz tremer de medo.
King James
INTRODUÇÃO
O salmo 75, é um cântico das vitórias que viriam, e o 76 é um cântico das vitórias alcançadas, as quais são atribuídas a Deus. (6)
Este salmo é um cântico de  júbilo, uma exaltação à soberania de Deus, que trabalha pelo Seu povo.
O povo de Deus aqui pode ser entendido como o Povo de Israel, e, também, a Igreja que pertence a Ele.
Entendendo que salvação são todos os atos de libertação e  de vitórias que Deus concede ao seu povo, é sobre isso que fala o texto.
1. A SALVAÇÃO DO POVO DE DEUS É UM ATO DO AMOR DE DEUS PELOS SEUS. (5)
Nenhum dos valentes pôde valer-se das próprias mãos” (5b)
É uma maneira de dizer que, para ser vitorioso, o homem depende de Deus em suas guerras, e não de força física, financeira ou política.
Tudo indica que o salmista esteja fazendo referências a algumas vitórias do povo de Deus em sua história:
Quando o povo de Deus chegou na Terra Prometida, lá estavam sete nações, de povos fortes, e corações ousados.
Como todos os povos, estas nações procuraram defender o seu território, mas não conseguiram, porque viviam contra a vontade de Deus: Eram totalmente idólatras!
Comentaristas bíblicos dizem que este salmo refere-se, também,  à vitória do povo de Deus, na liderança de Ezequias, contra Senaqueribe rei da Assíria.
É possível que o autor quando escreveu este poema, tenha tido em mente todas as vitórias do povo de Deus, desde a saída do Egito até os seus dias.
Podemos entender a  salvação a que se refere o texto como a vitória do povo de Deus em vários aspectos:
Pode ser a vitória contra a perseguição que sempre assolou o povo de Deus.
Devemos nos lembrar que este salmo celebra a libertação de Jerusalém da destruição planejada pelos assírios e registrada em II Reis 19 e Isaías 37
Isaías profetizou que, nenhuma das flechas de Senaqueribe atringiria Jerusalém. (Isaías 37:33)
Consideramos salvação o ato de libertação contra os que nos oprimem, e até a destruição que cai sobre eles, pois, isso é uma expressão do justo amor de Deus pelos seus.
Pode ser a vitória na guerra da fé em Deus contra o paganismo.
A soberania e a graça de Deus ficam ainda mais evidentes quando a humanidade se levanta em rebelião ou rejeita a correção divina (Rm 5.20).
Pode ser a vitória na guerra do povo de Deus contra a heresia.
Quando a Bíblia fala em salvação, ela está se referindo a todas as vitórias que Deus dá ao seu povo em todas as situações.
2. A SALVAÇÃO DO POVO DE DEUS É MOTIVO PARA EXALTÁ-LO:
Neste texto bíblico Deus nos é apresentado como deslumbrante e magnífico, Ilustre e Glorioso. (4)
Isso evidencia o poder invencível do Senhor e seu amor perpétuo pelo seu povo.
Aqui o salmista enfatiza duas belas formas para o crente exaltar ao Senhor:
1.COM LOUVOR E GRATIDÃO. (1-3)
Entre outras vitórias, este salmo celebra a libertação de Jerusalém da destruição planejada pelo Império Assírio, comandada por Senaqueribe (2Rs 19; Is 37).
Libertação sempre precisa ser celebrada com louvor e gratidão a Deus, pois, todas as nossas vitórias vem Dele.
O salmista diz que, o crédito pelas nossas vitórias deve ser dado a Deus.
Deus derrotou os antigos habitantes de Canaã, ao todo sete nações, por causa dos seus pecados, principalmente de idolatria. (Deut. 7:1-11)
Vejamos o que Deus disse através de Moisés: “Quando, pois, o SENHOR teu Deus os lançar fora de diante de ti, não fales no teu coração, dizendo: Por causa da minha justiça é que o SENHOR me trouxe a esta terra para a possuir; porque pela impiedade destas nações é que o SENHOR as lança fora de diante de ti. Não é por causa da tua justiça, nem pela retidão do teu coração que entras a possuir a sua terra, mas pela impiedade destas nações o SENHOR teu Deus as lança fora, de diante de ti, e para confirmar a palavra que o SENHOR jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó!” Deut.  9:4-5)
Estas nações compostas de homens valentes lutaram contra o povo de Deus, mas por causa da reprovação e ira do Senhor, perderam tudo. (5-6)
Os cristãos dos nossos dias por enquanto a nossa guerra é contra o pecado, e Deus nos tem dado a vitória.
Virão dias em que a guerra dos cristãos será contra muitas forças, que já estão trabalhando contra os princípios da Palavra de Deus, como outrora.
Porém, eternamente, Deus estará com o seu povo e o salvará.
Tudo isso é motivo para nós exaltarmos o nosso Deus.
2. EXALTAR COM ESPÍRITO DE TEMOR. (10-12)
A nossa exaltação a Deus deve expressar-se em nosso temor a Ele, mas o que é temor ao Senhor na Bíblia?: (11)
Temor é reverência ao Nome do Senhor.
É por isso que um dos mandamentos é “Não tomar o Nome de Deus em vão!” Êxodo 20:7
Quem poderia subsistir-se diante da ira de Deus? (7)
O salmista diz que nos fatos abordados aqui, todos os habitantes da terra ficaram mudos, e que um grande e poderoso exército encontrou um grande e inesperado desastre.
Mas, enfatiza, também, que “Deus se levanta para salvar a todos os humildes da terra!” (9)
Temor é dedicação e consagração pessoal às várias áreas  da obra de Deus.
O texto bíblico está dizendo que, a obra de Deus não se alimenta de boas intenções.
Não basta fazer votos ao Senhor! Cumprir, é mais importante do que fazer votos! (11a)
CONCLUSÃO
Resumindo em poucas palavras, este salmo, como outros,  ressalta duas verdades:
1. Que o ímpio, aquele que não agrada a Deus, sempre terá um fim trágico!
Quanto maior a sua posição aqui no mundo, maior será a sua queda!
2. Que há bênçãos e vitórias no relacionamento especial de Deus com o seu povo.
Os praticantes de tudo o que não agrada a Deus serão derrubados.
Os que confiam em Deus e o agradam com as suas vidas,  observando a queda dos ímpios, farão disso, mais um motivo para exaltar e honrar a Deus, com louvor e gratidão.

APELO:
Não importa o tamanho das nossas guerras!
Não importa a aparência exuberante dos nossos inimigos!
Os  inimigos do povo de Deus, sejam quais forem, serão vencidos pela operação do próprio Deus.
Não queira ser inimigo de Deus e do seu povo!
Com vida agradável a Deus, e confiando nele em todas as circunstâncias, Deus  garante salvação ao seu povo. Amém!

Pr. José das Graças Silva Oliveira